‘O grande problema do Enem é justamente a reforma do Ensino Médio’

FONTE: Carta Capital

À luz da reforma educacional aprovada no governo Temer, o Conselho Nacional de Educação sugere que os dias de provas sejam divididos entre a BNCC e os itinerários formativos.

O Conselho Nacional de Educação – colegiado integrante do Ministério da Educação – aprovou por unanimidade na segunda 14, um parecer com orientações para um novo formato do Enem. O texto segue agora para homologação do MEC.

As mudanças surgem à luz da Reforma do Ensino Médio, que propõe que que os estudantes tenham acesso a uma formação básica inicial e depois optem por conteúdos específicos sobre determinada área do conhecimento ou formação técnica, o chamado itinerário formativo.

Com base nas premissas, o CNE propôs que o primeiro dia de provas do Enem seja composto por questões interdisciplinares sobre as quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, e Ciências Humanas e Sociais. A prova de redação também será feita neste dia.

Já no segundo dia, os estudantes deverão escolher entre quatro tipos de prova que tenham relação com o itinerário formativo feito na escola. As opções de provas propostas pelo CNE são: Linguagens, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; Matemática, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; Matemática, Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; e Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

O professor da Faculdade de Educação da USP e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação Educacional (Gepave), Ocimar Alavarse, faz críticas à concepção da Reforma do Ensino Médio e avalia seus impactos sobre o Enem.

“Quando a população pobre, preta, chega na escola, o que oferecemos à eles? Itinerários, estradas nebulosas com riscos de precipício ao lado e ao final.”

Redação: Carta Capital.

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