Seminário aborda necessidades da América do Sul

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O professor Francisco Carlos Teixeira, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ), apresentou o seminário "Países do Cone Sul: o impacto dos governos neoliberais e o debate das alternativas". O evento ocorreu no dia 9 de novembro, segunda-feira, no Sinpro-Rio. A apresentação foi feita durante o Fórum América e abordou a problemática vivida pelos países desta região, assim como o impacto que o governo imperialista gerou no território.

A América Latina sempre foi explorada, desde os tempos da colonização. No entanto, o educador afirma que não se deve partir do princípio de que tenha sido esse o problema, mas, sim, sua natureza arbitrária:

- As colônias foram criadas como empresas que geravam lucro, sem serem vistas como um Estado de direito. A expansão capitalista, que ocorre na Europa desde o século XVI, não tinha o objetivo de realizar melhorias em outros territórios, mas extrair todas as suas riquezas.

O professor afirmou que, antes dos golpes militares, os povos do Cone Sul estavam se reestruturando para reclamarem seus direitos. No entanto, as economias desenvolvidas se uniram às Forças Armadas locais, a fim de conter a mobilidade popular desses países. Assim, foram mais de 20 anos de opressão e retrocesso, impedindo que Brasil, Argentina, Paraguai e outros Estados alcançassem níveis mínimos de necessidades básicas para a sociedade.

De acordo com Francisco Carlos, as desigualdades na América do Sul são praticamente as mesmas em todos os países. Ele defendeu a unificação e integração de todo o território, já que a região por inteiro sofreu com governos autoritários e com a influência dos governos neoliberais, que privatizaram e tiraram do povo toda a riqueza que lhe pertence. A inclusão e as mobilizações sociais são temáticas importantes para melhorias e melhores condições de vida.

Existem, pelo menos, quatro projetos de integração sul-americana que visam a trabalhar a troca não só de mercadorias, mas também de cultura e informação. O mais conhecido deles, o Mercosul, já está em vigor desde 1991.

Entretanto, o educador defende um intercâmbio mais social, como a criação de escolas que ensinem tanto português quanto espanhol. Os outros projetos, ainda que menores, já são um primeiro passo para uma América Latina unida.

Confira as fotos do evento aqui.