17 de agosto: Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores/as da Educação Privada!

Como acreditar em um projeto de nação que trata tão mal seus professores e professoras?

Defender uma educação de qualidade é tarefa da sociedade como um todo.

Nunca na história de nosso país os professores e as professoras foram tão destratados por essa elite política e gerencial que está à frente dos grupos econômicos que tomaram de assalto a educação universitária e a educação básica. 

O capitalismo, diante da pandemia, exibiu toda a sua letalidade com a flexibilização de direitos e a desqualificação da figura do professor e da professora, que utilizaram sua capacidade criativa para manter o aprendizado dos estudantes, mesmo naquela realidade de caos em que viviam. Lecionaram, orientaram, ouviram medos e angústias, partilharam esperanças, realizaram o seu melhor.

As novas tecnologias possibilitaram o ensino à distância e as aulas on-line, mas essa elite patronal, que quer fazer da educação apenas mais uma mercadoria, se aproveitou disso para provocar o acirramento do desemprego e da exploração do corpo docente, que, agora, trabalha muito mais, inclusive de forma extraclasse, mas sem receber uma contrapartida salarial justa. 

O Sinpro-Rio vem chamar a categoria e conclamar a sociedade civil a somar forças contra os conglomerados educacionais que somente visam ao lucro, sem compromisso com a qualidade no processo ensino-aprendizagem.

Nossa palavra de ordem é simples: não se faz Educação sem Educadores/as – pela valorização do trabalho docente.

A defesa da Educação de qualidade como um direito passa necessariamente pela valorização do magistério; e o impacto do trabalho docente atinge gerações de estudantes e o próprio desenvolvimento do país.

O dia 17 de agosto é a data, convocada pela CONTEE, Confederação à qual o Sinpro é filiado, para a participação de todos no Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores da Educação Privada. 

Vamos defender, nas ruas e nas portas das escolas, em atos e manifestações, a valorização dos docentes, expressando nossa indignação ao assédio, às más condições de trabalho e ao brutal arrocho salarial que os trabalhadores do setor privado vivem.

No município do Rio de Janeiro, as perdas ultrapassaram 15%. Desde a nossa data-base, em abril, buscamos negociar a recuperação de parte das perdas. Mas a intransigência patronal, recusando negociar, explicita o descaso com a educação de qualidade. A inexistência de um plano de carreira valorizando o aprimoramento acadêmico mostra a pouca preocupação com a necessária formação continuada do profissional docente. O quadro se completa com a não assinatura da carteira profissional, o não pagamento do 13° salário, do 1/3 de férias, o não depósito do FGTS, problemas comuns nas relações de trabalho do magistério privado.

O Sinpro-Rio está em uma negociação duríssima, para a renovação das convenções coletivas de trabalho, com os patrões do ensino privado, que não aceitam, sequer, pagar as perdas salariais. Os mesmos patrões que, de modo quase unânime, reajustaram acima da inflação as mensalidades de seus estudantes, se recusam a reajustar dignamente seus professores. 

O Sinpro-Rio não foge à luta e chama a categoria para defender não só os nossos direitos básicos, contidos nas convenções coletivas, como também a própria existência da nossa profissão.

NÃO SE FAZ EDUCAÇÃO SEM EDUCADORES/AS – PELA VALORIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE.

PARTICIPE DO DIA NACIONAL DE LUTA DOS TRABALHADORES/AS DA EDUCAÇÃO PRIVADA!

(Esta notícia foi originalmente postada no dia 6 de agosto de 2022, mas a data poderá ser alterada para que fique em evidência no site e/ou de mais fácil acesso à categoria.)

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