Chega de Violência! Nota sobre o assassinato de Marcelo Arruda

É estarrecedor o que acontece no Brasil: Vivemos uma violência patrocinada por aquele que se senta na cadeira presidencial e praticada por seus asseclas. O Sinpro-Rio lamenta o clima de terrorismo criado por quem defende a violência institucionalizada, incentivando crimes bárbaros como o cometido contra Marcelo Arruda, guarda municipal, tesoureiro do PT e cidadão brasileiro, em Foz do Iguaçu. A banalização da violência e da morte tem sido usada como opção política, nos últimos tempos. Na verdade, querem criar uma cortina de fumaça, incendiando o país, às custas da paz, para “embolar” o jogo eleitoral.

O Brasil tem se transformado numa arena na qual pessoas pacíficas, que procuram viver democraticamente, são agredidas e até mesmo assassinadas por aqueles que se espantam com a possibilidade de criação de bibliotecas em lugar de clubes de tiro.

Que fique claro: não há polarização, como alguns interesseiros no caos político alardeiam. Há, sim, um clima de barbárie contra a civilidade. 

No caso de Marcelo Arruda, a decretação da prisão preventiva do assassino já é um bom precedente, mas que para os casos dos mandantes e praticantes das mortes de Marielle e Anderson, Dom Phillips e Bruno Pereira, as chacinas do Jacarezinho e Vila Cruzeiro, o espancamento do trabalhador Moïse Kabagambe, no quiosque da Barra da Tijuca, e o assassinato de Genivaldo Jesus dos Santos, dentro de um camburão da Polícia, no Sergipe; dentre as muitas outras vítimas de uma política suja de extermínio, que a Justiça seja feita de forma plena.

 Não será com violência que chegaremos a um ponto pacífico. A justiça deve ser ágil diante daqueles que vão contra a democracia e a paz. Que tenhamos eleições dentro de um clima de respeito ao Estado de Direito e à pessoa humana.

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