Comissão de Educação Infantil fala sobre importância da manutenção da greve

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Comissão de Educação Infantil fala sobre importância da manutenção da greve

A Comissão de Educação Infantil do Sinpro-Rio vem chamar toda a categoria à manutenção da greve para as atividades presenciais e prestar solidariedade, em especial, às professoras/es deste segmento.
​Diante desse cenário de pandemia, tivemos que nos capacitar e reinventar dentro de um “mundo” virtual de uma hora para outra, nos aperfeiçoando, a cada dia, na utilização de diferentes mídias e suas possibilidades de trabalho, tendo como objetivo manter o vínculo com as crianças, através de vídeos e encontros virtuais que permitissem a escuta, o olhar, transformando este espaço remoto em momentos de trocas, descobertas e construções de interesses. Acreditamos que uma educação de qualidade precisa garantir que todos e todas aprendam e ensinem, desenvolvendo aspectos éticos, políticos, emocionais, culturais, estéticos e sociais, muito além dos cognitivos.
​Não paramos de trabalhar um minuto! Muitas vezes, excedendo nossa jornada diária habitual de trabalho! Além disso, diariamente, vivemos relações de assédio e de muitas tensões trabalhistas. As ameaças de demissões aumentam e nos colocam, muitas vezes, com a saúde bastante abalada. Mas nos manter cansados e sem ânimo também é uma forma de nos dominar. Não somos a causa do trancamento de matrículas – a pandemia é! Não somos a causa do fechamento das escolas – a pandemia é! Ignorá-la não vai mudar a realidade do risco que nós e toda a comunidade escolar vamos correr se retornarmos sem o controle da contaminação comunitária e das possíveis cadeias de contágio, que se formarão nas escolas e aumentarão nos transportes públicos! O governo deveria ter uma política para as pequenas e microescolas, da mesma forma que se preocupa com as grandes empresas. Porém, diante deste cenário, a opção dos gestores públicos e dos donos de escolas é pelo risco às nossas vidas! Não somos objetos da vontade e dos interesses do patrão. Não podemos nos submeter a decisões que semeiam a banalização da morte! Da nossa morte! O professor(a) cuida das crianças, da escola e das famílias. E quem cuida dos professores(as)?
​Não temos dúvida que a nossa categoria é muito forte, combativa e responsável, diante do papel que assumiu pela sua profissão. Queremos formar cidadãos críticos, pensantes, questionadores e sensíveis ao mundo ao seu redor!
​Como professores (as) de educação infantil, com os pés no chão da escola, sabemos que não é hora de voltar! Não podemos fugir da nossa responsabilidade de cuidar e educar! Neste momento, estamos na luta para o não retorno às escolas, em defesa da Vida! Nossa pergunta é: esse protocolo da prefeitura é para quem? Como garantir segurança para nossos pequenos e profissionais de educação? A Fiocruz e os órgãos competentes de saúde dizem: NÃO É HORA DE VOLTAR! Precisamos respeitar a ciência!
​O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), lei 8.069/1990, diz no artigo 4º: "É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária". O art. 5º diz: "Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência" e o art 7º, "A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência". Então, diante desses artigos devemos garantir a segurança e a saúde das nossas crianças e adolescentes. É por isso que dizemos, com muita segurança: NÃO ao retorno presencial nas escolas, agora!

Em defesa da vida!
Greve para o encontro presencial! Vidas importam!
A economia se recupera, mas a vida jamais!

Comissão de Educação Infantil do Sinpro-Rio