Copap realiza seminário em homenagem ao dia da mulher

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No dia 13 de março, Comissão de Aposentados e Pensionista do Sinpro-Rio (Copap) realizou o seminário "História, Saúde e Beleza", em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8/03), na Sede do Sindicato.

O evento contou com a presença da diretora da Faculdade de Educação da Uerj, professora Lia Faria; da juíza federal, Drª Salete Macaloz; da professora de Educação Especial (Seduc-RJ), Adriana Silvestre; da ginecologista e oncologista, Ana Célia Rimer; da diretora do Instituto de Educação, Sandra Santos; e do grupo "Simplemente Poesia".

Na mesa de abertura, estavam presentes o presidente do Sinpro-Rio, professor Wanderley Quêdo; o vice, Francilio Paes Leme; e a presidente da Copap, Adalgiza Burity. Quêdo, em seu discurso falou que o evento é propicio para categoria fazer uma reflexão e uma futura ação sobre as questões abordadas. Segundo o presidente, quem luta e participa tem mais chances de ter saúde para enfrentar o dia a dia docente. Francilio disse se tratar de um dia histórico para o Sindicato por lotar o auditório de mulheres e por conta do preconceito que a sociedade tem não só com elas mas também com os aposentados.

A primeira palestra do evento foi da juíza federal, Drª Salete Macaloz, que falou sobre os temas "Lei Maria da Penha" e "Mulher superando obstáculos". Na palestra, foi feita uma análise da lei, que prioriza a bandeira da violência doméstica em relação a mulher e cria mecanismos para coibir essa violência.

Segundo a magistrada, em linha gerais, quando se diz "violência doméstica", se lembra de pai ou filha ou marido e mulher. "Esse tipo de agressão é a ponta do iceberg, não existe só esse tipo", enfatizou a juíza. A Drª Salete também explanou sobre as novidades na Lei Maria da Penha, que tem força e impõe assistência, acolhimento, transporte para a mulher agredida.

A juíza ainda lembrou que os tipos de violência contra a mulher podem ser de ordem psíquica, fisiológica, moral, patrimonial e sexual. Drª Salete finalizou afirmando que a lei possui um aspecto positivo ao definir políticas públicas, medidas para prevenção e erradicação da violência contra a mulher. A juíza enfatizou que essa erradicação passa pela família e pela escola.

Em seguida, quem falou foi a professora Lia Faria, diretora da Faculdade de Educação da Uerj. Lia tratou do movimento feminista no Brasil, relembrando grandes combatentes do machismo vigente, ainda hoje, no nosso país. A professora também traçou um panorama das políticas públicas que assistem à mulher brasileira.

A professora Adriana Silvestre, de Educação Especial do Seduc, foi quem deu continuidade ao seminário. Adriana contou um pouco de sua experiência de vida, da perda da visão aos 28 anos - em função do diabetes - e da carreira como professora com deficiência visual. A plateia se comoveu bastante com o relato de Adriana, que representa a força da mulher neste seminário comemorativo.

Na parte da tarde, as palestrantes foram a ginecologista e oncologista, Ana Célia Rimer; e a diretora do Instituto de Educação, Sandra Santos. Em linhas gerais, Ana Célia falou sobre prevenção, do sistema reprodutor, das mamas e de DST. A ginecologista enfatizou que exames preventivos não têm idade certa para serem feitos: "Enquanto se estiver vivo, é preciso prevenir".

Já Sandra Santos tratou do papel da mulher na carreira de docente. Sandra falou sobre o estigma que paira sobre as professoras de que eles devem se dedicar aos anos iniciais da educação, deixando os anos finais para os homens. "Isto está mudando. Hoje, muitas mulheres estão no Doutorado e muitos homens na Educação Infantil", ponderou Sandra.

A diretora do Instituto de Educação também criticou aqueles que veem o Mestrado ou Doutorado como carreira: "É preciso que um professor possa ser doutor em educação infantil, sem que precise abandonar a creche, atrás de um salário melhor".

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