Escola do Professor completa 10 anos e promove debate sobre "Desafio de Educar"

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Nos dias 14 e 15 de maio foi realizado, no Colégio Pedro II, unidade S?o Cristóv?o, o seminário "Desafio de Educar - lidando com os problemas na aprendizagem e no comportamento", com o objetivo de refletir sobre os desafios postos à prática docente no contexto do trabalho inclusivo e de informar, teórica e praticamente sobre dislexia, discalculia, transtorno do déficit de atenç?o com hiperatividade (TDAH), problemas sensoriais e motores, superdotaç?o, variaç?es de humor e autismo.

A diretora de Educaç?o e Cultura do Sinpro-Rio, Maria do Céu Carvalho, lembrou as inúmeras atividades desenvolvidas pela Escola do Professor, ao longo destes 10 anos, que abordaram os mais diversos temas como a "África", os "20 Anos da Constituiç?o", o "Futuro da docência", a "Literatura infanto-juvenil", o "Brasil no mundo", os Trabalhadores na literatura", "Oficina de indicadores sociais", "A escola e a nova configuraç?o familiar", "Saúde do professor", entre outros.

Maria do Céu também destacou a importância da inclus?o escolar nesta data comemorativa, como o seminário realizado em outubro de 2003 no MEC, que teve mais de 400 inscritos, que depois acabou rendendo ediç?es em Campo Grande, Barra, Madureira e Jacarepaguá, além da Revista Sinpro-Rio "Dificuldades de aprendizagem", de maio de 2004, até hoje a mais acessada no portal do Sindicato.

Encerrando, citou como o escritor mineiro Otto Lara Resende retratava a educadora Helena Antipoff, pioneira na educaç?o socioconstrutiva e uma das criadoras da Sociedade Pestalozzi: "Para fazer tudo que fez, tanto, esse tant?o, Dona Helena tinha de ser, uma personalidade diligente de aç?o. Ela se propôs "agir pelo exemplo e melhorar a vida que nos rodeia"."

O presidente do Sinpro-Rio, Wanderley Quêdo, destacou que os professores têm que refletir como lidam com os portadores de necessidades especiais no seu dia a dia; se da mesma maneira dentro e fora de sala de aula; ou se estavam ali somente para solucionar um "problema" que surgiu em sua turma.

- A perspectiva da educaç?o inclusiva é para ajudarmos a nós mesmos. O dia em que percebermos que o mundo é diferente, mesmo entre os ditos iguais, construiremos uma realidade muito melhor - concluiu.

Nos dois dias de trabalhos foram realizadas três mesas de debates, num total de nove palestras que abordaram o trabalho da educaç?o inclusiva nas escolas.

Na mesa 1, "Aprendizagem escolares e suas dificuldades", foram abordados dislexia, por Renata Mousinho, doutora em Linguística, especialista em Educaç?o Especial Inclusiva e professora adjunta da UFRJ; discalculia pela professora Flavia Heloisa dos Santos, doutora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pós-graduada em Psicologia; e TDAH por Cristina Espanha, psicopedagoga clínica e orientadora educacional do Colégio Santo Inácio.

A mesa 2, "Entendendo para melhor incluir: problemas sensoriais e motores", discutiu as quest?es da audiç?o, com a psicopedagoga e doutora em Psicologia Social/UFRJ, Aliny Lamoglia; da vis?o, com a terapeuta ocupacional e psicopedagoga/Instituto Fernandes Figueira e Ibol/Projeto Catarata, Ana Helena Schreiber; e da motricidade, com a terapeuta ocupacional e psicopedagoga, doutora em Educaç?o pela Uerj e professora adjunta da Faculdade de Medicina da UFRJ, Myriam Pelosi.

"Quest?es de comportamento e desenvolvimento" norteou a mesa 3 com palestras sobre altas habilidades, com a psicóloga Crisitina Delou, doutora em Educaç?o, professora/UFF e presidente do Conselho Brasileiro de Superdotaç?o; sobre variaç?es de humor e explos?es no ambiente escolar, com Cibele Fernandes, psicóloga escolar, terapeuta de família e neuropsicóloga; e sobre habilidade social (espectro autístico), com Carla Gruber Gikovate, neurologista infantil, especialista em Educaç?o Especial Inclusiva e mestra em Psicologia.

Também estiveram presentes ao seminário Vera Rodrigues, diretora geral do Colégio Pedro II; Maria de Fátima Magalh?es de Lima, mestranda em Educaç?o/PUC-Rio, diretora da Escola Pública Municipal Aracy Muniz Freire; Marcia Cavadas, doutora em Distúrbios da Comunicaç?o Humana e professora adjunta de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFRJ, representante da Associaç?o Nacional de Dislexia (AND); Claudia Grabois, representante do Instituto Helena Antipoff da SME/Rio; e Maria Aparecida Etelvina Ivas Lima, chefe da Seç?o de Educaç?o Especial do Colégio Pedro II.

Durante o evento foi lançada a nova ediç?o da Revista Sinpro-Rio, com o tema "Lidando com os problemas na aprendizagem e no comportamento", com artigos dos palestrantes presentes ao seminário sobre o seu respectivo tema.