Faltam vagas e estrutura nas creches municipais de Fortaleza

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No dia 21 de fevereiro, o jornal Diário do Nordeste publicou uma matéria denunciando a falta de vagas nas creches de Fortaleza, que faz com que 729 crianças de até três anos de idade aguardem numa fila de espera.

Segundo a matéria, a situaç?o é t?o crítica que o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) entrou com duas representaç?es no Ministério Público contra a Prefeitura. Afinal, s?o vistas estagiárias substituindo professoras, salas superlotadas e até cozinheiras e funcionárias de serviços gerais fazendo, sem nenhuma formaç?o pedagógica, o papel de auxiliares.

Além disso, a reportagem flagrou instituiç?es que n?o apresentam condiç?es adequadas de higiene. Foi possível ver banheiros sem ralos nem portas, paredes com buracos e infiltraç?es, salas escuras e sem ventilaç?o e nenhum espaço lúdico.

Para se ter uma ideia, em uma creche no bairro Jo?o XXIII, até o filtro de água estava quebrado. As falhas foram identificadas, mas a reportagem foi impedida, pela Secretaria Municipal de Educaç?o (SME), de fotografar a Creche Sobreira de Amorim e entrevistar a coordenadora da unidade de ensino.

Em relaç?o às vagas, as 74 creches municipais e as 57 conveniadas n?o s?o suficientes. De acordo com o Educacenso 2008, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 10.326 crianças, de até três anos estavam matriculadas em creches na Capital. Um número irrisório diante do universo populacional de 162.266 meninos e meninas nessa faixa etária, segundo o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Assessoria de Comunicaç?o da Secretaria Municipal de Educaç?o de Fortaleza, 729 crianças aguardam numa lista de espera por uma vaga nas creches. Mas as perguntas s?o: onde est?o as outras - em casa ou nas ruas?

Veja a matéria na íntegra aqui