Fórum Permanente da Educação Superior se reúne pela quarta vez

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Nesta terça feira, dia 10/3, aconteceu a quarta reunião do Fórum Permanente da Educação Superior no Sinpro-Rio. Com o objetivo de diagnosticar a situação da IES privadas do Rio de Janeiro, esta edição do Fórum discutiu maneiras de fiscalização e regulamentação da Educação Superior, além de debater formas de reestruturação financeira das universidades, visando à melhoria do ensino.

O Fórum foi aberto pelo vice-presidente do Sinpro-Rio, professor Francilio Paes Leme, que presidiu o encontro e fez informes sobre o panorama geral da Educação Superior, com destaque para os movimento grevistas iniciados pelos docentes da Gama Filho e da Candido Mendes.

Também compuseram a mesa a coordenadora da Comissão de Educação Superior do Sindicato, professora Magna Correa; o diretor do Sinpro-Rio, Paulo Cesar Ribeiro, que também integra a comissão; e a professora Aparecida Tiradentes, especialista no tema.

A professora Magna expôs o cenário agressivo das IE: abertura de capital no setor e um relato de irregularidades frequentes cometidas pelas instituições. Já o professor Paulo deu ênfase no aspecto econômico da crise e falou sobre a questão da demanda nessa área: "20% da demanda da Educação Superior é suprido pelo Estado e 80% fica cargo da iniciativa privada", afirmou.

A última exposição foi da especialista Aparecida Tiradentes, que falou sobre a diferenças entre o capital educacional e o não educacional. Aparecida comentou sobre a flexibilização nos currículos oferecidos pelas IES. Segundo ela, esse é um dos mecanismo para cortar custos e aumentar os lucros.

Quando se discutia como os movimentos sociais e o Estado podem ajudar na construção de um projeto nacional e democrático para a Educação Superior, surgiu a polêmica em torno de uma longa discussão sobre o Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Se, por um lado, o Reuni foi amplamente defendido pelo professor de Cinema da Estácio, Rodrigo Guerrón, como uma forma de democratizar o acesso às universidades públicas; por outro, foi fortemente criticado pelo presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) do Rio, Paulo Passarinho, que considera que o programa, além de tornar o Brasil mais dependente do capital externo, acaba por prejudicar a qualidade de ensino e pesquisa nas universidades.

A discussão, mesmo tendo momentos de exaltação, foi elogiada por Francilio Paes Leme. O vice-presidente do Sindicato se disse satisfeito com o nível do debate:

"Acho que o propósito das reuniões é esse. Uma pena que o tempo não tenha sido suficiente" declarou, ao final da reunião, que durou quase quatro horas.

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