Intransigência do patronato pode acabar em greve

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Na tentativa de resolver o impasse entre os professores da Educação Superior da rede privada e o patronato, a juíza do Trabalho Maria de Lourdes, em audiência pública realizada na Seção de Dissídios Coletivos do TRT, no dia 18 de junho, propôs:

1) A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho com reajuste salarial pelo INPC (5,5%), manutenção das Cláusulas Sociais e a inclusão de uma nova cláusula prevendo, para os professores, que completaram o anuênio após 30 de abril de 2008, o congelamento da contagem do tempo do adicional por tempo de serviço, enquanto se processarem negociações entre as partes.

2) O prazo limite para as negociações seria 31 de março de 2009. Caso não haja acordo até esta data, o tempo congelado será reincorporado para efeito de contagem de tempo e passará a ser pago a partir de 1º de abril de 2009, sem retroatividade e com vigência de dois anos.

Em recente assembléia do Sinpro-Rio, no dia 21 de junho, a proposta foi rejeitada pelos docentes. Com a decisão, a possibilidade de uma greve no segundo semestre aumenta. Os professores estão convocando uma reunião da Educação Superior para o dia 14 de julho, às 18h, no auditório da Sede Central do Sinpro-Rio, e uma nova Assembléia da categoria para o dia 23 de agosto, na ABI.