Manifesto em apoio a Emir Sader!!

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Foi lançado esta semana um manifesto em apoio ao sociólogo e professor da UERJ, Emir Sader, contestando sua condenação em um processo por injúria, movido pelo presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen. Sader, que em um artigo chamou Bornhausen de "racista", atacava uma declaração feita pelo senador em referência ao Partido dos Trabalhadores, quando eclodiu o escândalo do mensalão.

Na época, Bornhausen referiu-se ao PT afirmando que o PFL, partido do qual é Presidente, ficaria livre "desta raça pelos próximos 30 anos". Não é preciso fazer parte do PT para considerar a afirmação ofensiva.

Emir foi processado pelo senador por injúria e condenado a um ano de detenção em regime semi-aberto (convertida em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública em jornadas não inferiores a oito horas) e perda do cargo de professor da UERJ.

Segundo o juiz Rodrigo César Müller Valente, da 11ª Vara Criminal de São Paulo, o sociólogo, ao fazer referência à condição de professor da universidade, desrespeitou a siteistração pública, não merecendo o cargo.

O senador abusou da liberdade de expressão ao ofender um partido com uma denominação tão rude, mas foi ainda mais infeliz quando preferiu processar alguém por crime de opinião. Afinal, enquanto o senador está protegido pela imunidade parlamentar sobre crimes de opinião, o sociólogo não está.

A autonomia universitária e a liberdade de expressão são fundamentais aos tempos democráticos em que vivemos. O segundo princípio foi violado quando a resposta - uma réplica agressiva - foi um processo. O primeiro foi violado quando o juiz, contrapondo-se a preceito constitucional, decide, como se reitor da universidade fosse, que o sociólogo não deve mais ser professor daquela instituição.

Não apóie essa injustiça! Assine o abaixo-assinado que está na internet, encabeçado por Antônio Cândido, em solidariedade ao professor Emir Sader. Envie um e-mail para solidariedadeaemirsader@hotmail.com pedindo que seu nome seja incluído.