Mídia na Educação Infantil

Sem categoria

A Comissão de Educação Infantil do Sinpro-Rio esteve presente no II Encontro "Mídia na Educação Infantil", realizado no dia 19 de novembro, na Uni-Rio. O evento, que teve a participação das professoras Maria Fernanda Nunes (da própria universidade), Rita Ribas (da Uerj), Rosália Duarte (da PUC-Rio) e Luciene de Sousa e Maristela Porto (ambas da Faetec), contou com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). O encontro teve como objetivo identificar, nas produções midiáticas das crianças, as marcas de sua cultura e suas formas de autoria, além de oferecer aos alunos da Educação Infantil uma atitude de autoria com o uso da mídia - principalmente da televisiva - e proporcionar aos professores, aos estudantes de graduação e pós-graduação uma formação continuada em ensino e pesquisa.

O início de uma nova parceria

O evento marcou a nova parceria firmada entre a Uni-Rio e Faetec. Inclusive, as oficinas de informática, vídeo, música, história em quadrinhos e transposição de materiais didáticos foram realizadas pelas professoras da Faetec, Fátima Uhr, Jaqueline Alexandrina e Cláudia dos Santos.

Também produzido pela fundação, o projeto TV Criança: Professores e Alunos Sujeitos de Direitos, foi apresentado pelas professoras Luciene de Sousa e Maristela Porto. Nesse projeto, todas as atividades escolares foram filmadas e crianças e professores puderam vivenciar o conhecimento através da imagem televisiva.

Já a professora Maria Fernanda, da Uni-Rio, apresentou o projeto Cultura, Modernidade e Linguagem: O Que Lêem e Escrevem os Professores, fruto de uma pesquisa realizada em 20 escolas de Educação Infantil da rede pública. O principal objetivo do estudo é fazer com que se reflita sobre a formação do professor e de seu ajudante, no Ensino Fundamental.

Mesa-redonda discutiu a relação entre a mídia e as crianças

A Criança e As Mídias foi o tema da mesa-redonda. A professora Rita Ribas relatou, em sua pesquisa, que as telenovelas são mais vistas pelas crianças do que pelos adultos. Segundo ela, as crianças já possuem um domínio técnico ao assistirem programas que não são para sua faixa etária.

Já a professora Rosália Duarte questionou a relação pessoal com a informação audiovisual: "Como as pessoas lidam com aquilo que vêem e ouvem? O que elas fazem com isso?", perguntou. Segundo Rosália, o poder midiático é homogênico, e é preciso haver políticas públicas que incentivem a diversidade.

Para a diretora do Sinpro-Rio, Celeste Morgado, o evento ressaltou a importância do pesquisador e do professor na sociedade. Para ela deve ser respondida a questão: "Como estamos pensando na identidade nacional?"