NOTA DO SINPRO-RIO À SOCIEDADE (18/09/20)

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NOTA DO SINPRO-RIO À SOCIEDADE (18/09/20)

“Ainda não é hora de retornar às atividades presenciais nas escolas”


A Diretoria do Sinpro-Rio vem, mais uma vez, manifestar a posição tirada na última Assembleia, realizada neste mês de setembro, em que a categoria de professores do ensino privado do Rio de Janeiro decidiu pelo não retorno às aulas presenciais, enquanto as condições provocadas pela pandemia da Covid-19 não estejam controladas.
Chamamos atenção para o fato de que somente a ciência é capaz de encontrar uma solução para a crise gerada pela pandemia. Neste momento, precisamos ter coerência com o discurso de valorização da educação. Segundo os estudos científicos, a pandemia ainda está forte no Estado do Rio de Janeiro.
Algumas instituições do ensino privado estão anunciando, seguindo pressões do interesse do capital, o retorno ao funcionamento presencial, nas escolas.  Ainda que consideremos tal medida imprudente, a entendemos, também, como desrespeitosa à decisão, ainda vigente, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que delibera pelo não retorno das atividades por considerar que ainda existe a situação de risco para alunos, familiares e profissionais da Educação.  As escolas que insistirem com o retorno estarão descumprindo a decisão, ratificada pelo TJ-RJ, em 17/09/2020. O desrespeito à decisão judicial pode responsabilizar os dirigentes de escolas, sob pena de punições, tais como fechamento dos estabelecimentos de ensino, aplicação de multas ou até prisões.  
Precisamos estar atentos aos estudos dos cientistas e reforçar o discurso daqueles que optam pela preservação da vida de todos os envolvidos na comunidade escolar. Lembramos que estamos em greve pela vida!
O Sindicato dos professores é, pois, portador e defensor de um discurso cuidadoso, colocando-se como adepto de um planejamento para a reorganização das atividades pedagógicas para quando houver um embasamento científico que sustente a retomada das aulas presenciais. 
Não ao retorno presencial agora! 
A economia e os conteúdos escolares podem ser recuperados! A vida, jamais!