Resultado da Assembleia Unificada de 24/10: professores/as suspendem greve e ingressam em estado de greve de alerta sanitário

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Resultado da Assembleia Unificada de 24/10: professores/as suspendem greve e ingressam em estado de greve de alerta sanitário

Depois de 112 dias de greve pela vida, na nona assembleia unificada virtual do Sinpro-Rio, professoras e professores aprovaram, por maioria de votos, a suspensão da greve a partir de quarta-feira (28 de outubro). Foi decretado ESTADO DE GREVE de ALERTA SANITÁRIO - VIGILÂNCIA PELA VIDA -, em defesa da saúde física e psicológica do professor e da professora, e severa vigilância ao cumprimento dos protocolos sanitários e pedagógicos, feita pelo plantão remoto e com visita às escolas, intensificando a denúncia das irregularidades.

Depois de informes sobre a mobilização, via carro de som, Comunicação, Jurídico e Plantão da Diretoria, o professor Oswaldo Teles, presidente do Sinpro-Rio, apresentou a proposta de suspensão da greve às aulas presenciais. 
Oswaldo mencionou a luta incessante e até inglória desde 04/07, que sensibilizou a sociedade, professoras, professores, pais e responsáveis e ressaltou que “autoridades, governamentais e jurídicas, lavaram as mãos, colocando em risco a população brasileira, principalmente trabalhadoras e trabalhadores. São governantes que protegem apenas o capital, em nenhum momento, o trabalhador.  Vamos continuar nesta resistência imensa contra os desmandos destes governos.”
O dirigente lembrou que na sexta-feira, dia 23, o Sindicato liberou documentos com denúncia das escolas que não vêm respeitando o protocolo sanitário, a vida. “A Assembleia anterior deliberou e nós cumprimos com a denúncia destas escolas. Depois que foi publicizado, quiseram, alguns proprietários de escolas, dar uma de vítima.  Vítimas são os trabalhadores que são colocados nas ruas sem nenhuma garantia de proteção sanitária. Esmagados pela pressão econômica, professores e professoras são obrigados a ceder e comparecer ao trabalho. A diretoria se pauta naquilo que acredita, na categoria. Acreditamos que a luta continua, que estamos ainda em pandemia, mas vamos para um outro caminho, uma outra tática. Somos fortes, poderosos quando estamos unidos.”

PROPOSTA DA DIRETORIA APROVADA NA ASSEMBLEIA DO DIA 24 DE OUTUBRO

1- Suspensão da greve a partir de quarta-feira (28 de outubro), decretando ESTADO DE GREVE de ALERTA SANITÁRIO - VIGILÂNCIA PELA VIDA -, em defesa da saúde física e psicológica do professor e da professora, e severa vigilância ao cumprimento dos protocolos sanitários e pedagógicos, feita pelo plantão remoto e com visita às escolas, intensificando a denúncia das irregularidades.
2- Apoio e defesa do direito de greve por local de trabalho.
3- Ampliar a vigilância e denúncia das escolas que não respeitem os protocolos e os decretos sanitários.
4- Ampliar as denúncias sobre a irresponsabilidade do governo Bolsonaro que não teve nenhuma iniciativa para garantir os empregos dos trabalhadores das pequenas e microempresas, como é o caso da maioria das escolas.
5- Ampliar as denúncias dos governos municipal e estadual que tentam politizar a pandemia às vésperas das eleições municipais.
6- Responsabilização e criminalização dos gestores públicos e privados, em referência ao não cumprimento dos protocolos sanitários.
7- Reafirmar em documento às escolas e aos sindicatos patronais nossa conquista no TRT.
8- Ampliar a Comunicação com a sociedade e com a categoria (carro de som, colagem, rede social, rádio…).
9- Reafirmar que forçar o professor e a professora ao trabalho presencial é prática de ASSÉDIO MORAL, pois o retorno é VOLUNTÁRIO. As aulas remotas garantem a validade do ano letivo (CNE), pois ainda não há condições seguras para o retorno à normalidade em nosso Estado.
10- Reafirmar a luta e exigir do sindicato patronal negociação imediata sobre o trabalho remoto já aprovado até 2021.