Subsede Barra da Tijuca recebe a Campanha Saúde do Professor

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No último dia 14, a campanha Saúde do Professor foi oficialmente lançada na Subsede da Barra. O evento teve início com a professora Valquíria Juncken, coordenadora da comissão Condições de Trabalho e Saúde do Professor, explicando que a Saúde do Professor se iniciou com a Campanha da Voz e apresentando os oito principais temas abordados pela campanha: Assédio Moral; Agressão Física; Calendário Único; Exaustão Emocional; Férias em Janeiro; Síndrome de Burnout; além, é claro, da Voz, propriamente dita.

Em seguida, o primeiro vice-presidente, Francilio Paes Leme, falou sobre a educação do País, que, segundo ele, encontra-se doente por não ser tratada como base de um projeto de Nação. Francílio disse ainda que a ameaça que a saúde do professor vem vivendo se dá por conta das péssimas condições de trabalho não só em sala de aula como em todo o meio ambiente de trabalho.

Após a abertura, Elaine Juncken e Sandra Korman falaram sobre a síndrome de Burnout, o cotidiano e as dificuldades da categoria, a mobilização dos professores e da sociedade, e como um projeto de vida profissional pode ajudar na autoestima.

- Os professores respondem a muitas demandas: dos alunos, dos pais, da coordenação; têm salários incompatíveis com sua formação e jornadas elevadas de trabalho; convivem com a questão da violência e o desrespeito em sala de aula; e têm dificuldades em realizar um aprimoramento profissional. Todas essas questões levam a um estresse laboral, que não é um simples estresse, e que acaba fragilizando a saúde do professor - avaliou Elaine

Para Sandra, "a síndrome de Burnout é uma resposta a um estado de pressão muito grande, quando a pessoa não tem seus recursos individuais para enfrentá-los e acaba apresentando sinais de esgotamento e, também, por não saber identificá-los, acaba desenvolvendo a síndrome". Segundo a psicóloga, uma reflexão sobre a vida profissional e a construção e a realização de um projeto voltado para essa área podem ajudar a enfrentar o problema.

O advogado do Sindicato, Dr. Henrique Lopes, encerrou as explanações falando sobre assédio moral e agressão física em sala de aula e no ambiente de trabalho. Para ele, o assédio pode ser avaliado como uma omissão ou ação abusiva por parte de quem deve representar o trabalhador, e é caracterizado por agressões verbais, desmoralização perante terceiros, críticas infundadas, obrigação de trabalhar fora do horário previsto seguida de ameaça e punição, pressão para aprovar alunos, entre outros fatores. Ao final, o advogado falou o que fazer em casos como os citados: procurar anotar todos os detalhes do que acontece; dar publicidade aos professores que têm mais abertura, dividir o que está ocorrendo; e procurar o Sinpro-Rio para denunciar, podendo ser anonimamente também.

Encerrando o evento, a diretora Valquíria Juncken convocou todos a assinarem os abaixo-assinados que o Sinpro-Rio está realizando: Férias em janeiro de 30 dias corridos e recesso escolar de, no mínimo, 20 dias em julho; e Apoio ao Projeto de Lei 1.128/03, do deputado Carlos Abicalil (PT-MT) que visa à criação do Programa Nacional de Saúde Vocal do Professor (PNSVP), que tem por como objetivo prevenir a ocorrência de prejuízos à saúde vocal.