Grupo Yduqs, dono da Estácio/ IBMEC, dificulta negociação salarial da Ed. Superior e quer tirar direitos dos professores/as

As negociações com o Sindicato Patronal – SEMERJ – estão cada dia mais difíceis. A Estácio/IBMEC, que é a maior faculdade do Município do Rio, quer impor sua vontade na mesa de negociação. E é justamente ela a ÚNICA instituição que remunera, hoje, abaixo do piso estabelecido na CCT atual, pois ainda não pagou o reajuste salarial de 3,31% estabelecido em 2020.

Isso já levou o Sinpro-Rio a entrar com uma Ação Coletiva na Justiça, que está em andamento. Então, seja qual for o reajuste obtido para os professores/as da Ed. Superior, a Estácio terá que pagar, além dele, mais 3,31% que a instituição deve aos professores/as, desde 2020.

Sendo assim, a Estácio/IBMEC é a IES que tem mais dinheiro e, ao mesmo tempo, a que mais quer tirar direitos dos professores/as, haja vista a denúncia feita ao Ministério Público sobre a exigência de trabalho excessivo (leia aqui).

Não vamos aceitar essa intransigência. A negociação não é somente com a Estácio/IBMEC. É para todas as universidades.

O reajuste desse ano tem que ser condizente com a quantidade de trabalho dos professores e professoras, porque ainda estamos em pandemia. Há muitos estudantes em salas presenciais e on-line, sistemas de EAD com milhares de alunos/as sendo atendidos/as por um/a único/a docente… e muitas faculdades, mesmo assim, não estão pagando os encargos sociais, como INSS e FGTS, corretamente.

Com essa forma de negociação, não restará outra alternativa a não ser o Sinpro-Rio avaliar, na próxima assembleia, junto com os professores e professoras, a necessidade de deflagração de greve.

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