Assembleia da Ed. Básica exige proposta patronal para reajuste salarial


Assembleia da Ed. Básica exige proposta patronal para reajuste salarial

“Uma campanha histórica no momento histórico em que estamos vivendo”. Assim pregou o presidente do Sinpro-Rio, Oswaldo Teles, na assembléia sobre a Campanha Salarial 2021, realizada em 22 de maio. A assembléia contou com um debate de professoras e professores indignados com o descaso do patronato.

Na Assembleia, foram aprovadas, por unanimidade, a ampliação das estratégias da Campanha Salarial e convocação do Sinepe-Rio (sindicato patronal) para o retorno das negociações. Próxima assembleia, dia 12 de junho de 2021.

Na abertura, dirigentes apresentaram informes sobre manifestação dia DIA 29 DE MAIO contra o corte de recursos que ameaça as universidades federais; sobre o Plantão da Diretoria, com o Sinpro-Rio de portas abertas na busca da resolução de problemas de filiados junto aos patrões; sobre os vários atos silenciosos nas ruas, nas portas de escolas cobrando o reajuste salarial para a categoria, sempre respeitando os protocolos sanitários; ações da Comunicação e do Jurídico.

Foi apresentado ainda um informe sobre a reunião paritária com o sindicato dos donos de escolas que, mais uma vez, se recusou a apresentar uma proposta e até uma data para apresentá-la.

O presidente do Sindicato, Oswaldo Teles, iniciou sua fala lembrando que o Sinpro-Rio completará 90 anos no dia 31 de Maio, no qual será apresentada uma live com o sociólogo Boaventura Sousa Santos e o cineasta Silvio Tendler, que está produzindo um documentário sobre a história, o momento e o futuro dos sindicatos. No evento dos 90 anos, será apresentado um trailer deste filme, que faz um diagnóstico da história do movimento sindical, a importância dos trabalhadores organizados coletivamente.

O dirigente recordou ainda a greve pela vida, que salvou a categoria e a sociedade de um caos maior. A respeito da Campanha Salarial 2021, Oswaldo Teles criticou o sindicato patronal que “nunca apresentou proposta de negociação” num cenário em que só aumentam as mensalidades, mas dão as costas a qualquer reajuste para a categoria. Além do necessário reajuste, o dirigente ressaltou: “Entendemos que temos que partir para a luta ferozmente ou perdemos nossa CCT – Convenção Coletiva de Trabalho. Na assembléia mais recente, aprovamos investimento para uma grande Campanha Salarial. Vivemos um momento triste, mas não podemos abrir mão da luta. Exigimos que os patrões apresentem uma proposta, caso contrário partiremos para um maior enfrentamento. Vamos intensificar nossa campanha de comunicação, mas precisamos que nossos companheiros e companheiras conversem com os pais (de alunos), cuja maioria não sabe que não há reajuste para a categorias há dois anos. Todo dia haverá ato nas portas das escolas. Estamos correndo riscos dando aulas presenciais e, então, precisamos correr risco indo às ruas denunciar a omissão dos patrões. O papel nosso, de dirigentes, é estar nas ruas, mas a categoria precisa estar junto. Vamos partir para um campanha salarial histórica, no momento histórico em que estamos vivendo. Vamos à luta!”

REAJUSTE SALARIAL, JÁ!

SINPRO-RIO EM DEFESA DOS DIREITOS E DA VIDA DOS PROFESSORES E PROFESSORAS!